Crítica: The Calling

Direção: Jason Stone
Duração: 1 hora e 48 minutos
Gênero: Suspense
Idioma original: Inglês americano
Sinopse: Um dia, a pacata cidade de Port Dundas é assombrada por um assassinato brutal. Outros crimes passam a acontecer, levando a crer na existência de um assassino em série. A detetive Hazel Micallef é encarregada de investigar o caso, suspeitando que o criminoso esteja escolhendo as suas vítimas de acordo com um chamado religioso.

Contada pelo ponto de vista da detetive Hazel, que sofre de um grave problema na coluna, The Calling fala sobre uma série de assassinatos que começam a ocorrer na cidadezinha de Port Dundas, que nunca acontece nada. As vítimas sempre são manipuladas após a morte, sempre com a boca em alguma posição entranha.
Durante as investigações, Hazel e seus parceiros descobrem que assassinatos como esse vem ocorrendo por todo o país, como se o assassino estivesse cruzando-o. Eles também descobrem que todas as vítimas possuíam algum tipo de doença terminal.
Até que ao deixar uma menina de 12 anos viver, ele faz com que a polícia descubra que o tal assassino parece pensar que o que ele está fazendo faz parte de um plano superior, como um chamado religioso, que pessoas costumavam acreditar há muito tempo atrás.
The Calling é um ótimo suspense psicológico, que te faz pensar em como as pessoas podem fazer coisas absurdas se pensarem ser por uma boa causa. Susan Sarandon não deixa a desejar como a protagonista e todo o roteiro te deixa com os olhos grudados na tela para saber o que acontece a seguir, nos surpreendendo até o último segundo. Recomendo!

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Crítica: Palo Alto

Duração: 1 hora e 40 minutos
Direção: Gia Coppola
Gênero: Drama
Idioma original: Inglês americano
Sinopse: April (Emma Roberts) é uma tímida garota, que se vê dividida entre uma paixão mal resolvida com Teddy (Jack Kilmer) e um flerte com o seu treinador de futebol Mr. B (James Franco). Fred (Nat Wolff) é um adolescente sem limites e sem filtros que sempre carrega Teddy para suas aventuras destrutivas. O filme mostra a vida, muitas vezes tediosa e autodestrutiva, dos jovens que tentam se encontrar de alguma forma em algum lugar.

 

Ouvi falarem tanto sobre esse filme que estava morrendo de vontade de assisti-lo há muito tempo. E me decepcionei muito. Poderia até falar que foi o filme mais inútil e sem sentido que já assisti na minha vida, mas isso talvez soe muito forte. Mas é o que é. 
Palo Alto conta a história da vida de adolescentes com aqueles personagens típicos: o revoltado, o inteligente e talentoso que vai na onda do revoltado, a “namoradeira” (alô eufemismo), as fúteis, a come-quieto. Ah, e tem o pedófilo, mas esse não é adolescente (óbvio). 
A história gira em torno de April (come-quieto), Teddy (que vai na onda do revoltado) e Fred (o revoltado), abrindo com eles um leque para mostrar os outros personagens, como a relação de April com seu treinador de futebol e Fred com Emily (a “namoradeira”), além da relação entre eles mesmos, como a amizade destrutiva entre Teddy e Fred.
O filme não tem um clímax e termina sem nenhum aviso, totalmente sem sentido. Me perdoem quem viu sentido nisso e, por favor, me contem, porque eu não quero continuar pensando que gastei quase duas horas da minha vida para nada.

Crítica: Vizinhos

Título original: Neighbors
Direção: Nicholas Stoller
Duração: 1 hora e 37 minutos
Gênero: Comédia
Idioma original: Inglês americano
Sinopse: Mac (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) acabaram de se mudar para uma casa nova, junto com o filho recém-nascido deles. Aparentemente trata-se do local perfeito para criar uma família, mas logo o casal percebe que as aparências enganam. Especialmente quando um dos vizinhos é Teddy Sanders (Zac Efron), que lidera os jovens das redondezas nas confusões aprontadas por eles.

Mac e Kelly acabaram de ter um bebê, e já sentem falta da vida de festas da época de solteiros. Quando uma casa de fraternidade, liderada por Teddy, se mudam para a casa ao lado, é como se a vida de que sentem tanta falta fosse esfregada na cara deles. O casal então vive armando planos para que os seus novos vizinhos barulhentos se mudem de lá, mas ao mesmo tempo conseguindo aproveitar a vida de jovens novamente. 
Não há muito mais do que falar desse filme – é uma típica comédia americana, com cenas realmente engraçadas e outras um pouco desnecessárias, que quase fazem o filme cair na mesmice. Para falar dos pontos altos, vamos trazer Zac Efron sem camisa e a linda bebê Stella, que traz muita fofura para o que poderia ser mais um besteirol americano (e para mais fofura, aguardem mais bebê Stella depois dos créditos!). 

Crítica: X-Men – Dias de um futuro esquecido

Título original: X-Men – Days of future past
Direção: Bryan Singer
Duração: 2 horas e 12 minutos
Gênero: Ação/Ficção Científica
Idioma original: Inglês americano e britânico
Sinopse: No futuro, os mutantes são caçados impiedosamente pelos Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask (Peter Dinklage). Os poucos sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão também mortos. Entre eles estão o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pryde (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman), que buscam um meio de evitar que os mutantes sejam aniquilados. O meio encontrado é enviar a consciência de Wolverine em uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970. Lá ela ocupa o corpo do Wolverine da época, que procura os ainda jovens Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) para que, juntos, impeçam que este futuro trágico para os mutantes se torne realidade.

No futuro, mutantes e humanos que podem vir a ter filhos mutantes são caçados e mortos pelos Sentinelas, robôs que podem adquirir os poderes dos mutantes para usá-los contra eles, que foram criados por Bolívar Trask. Esses robôs só possuem essa característica graças ao gene de Mística (ou Raven) de se transformar em qualquer pessoa. 
Entre os mutantes sobreviventes, estão Professor Xavier e Magneto, que decidem mandar Wolverine de volta no tempo com a ajuda de Kitty, para encontrar os seus “eu” dos anos 70 para que o gene de Mística nunca seja coletado e, consequentemente, os Sentinelas e a guerra contra os mutantes nunca aconteça, mas mudando o futuro para algo que ninguém sabe o que esperar.
Esse pode ser o filme da franquia X-Men que eu mais gostei até agora, graças à presença dos personagens/atores dos filmes mais antigos e os da Primeira Classe. A cena com o Xavier do futuro e do passado até me arrepiou!
Também adorei ver ganhar vida alguns personagens que eu costumava assistir no desenho animado! Foi super fácil identificar, as escolhas foram impecáveis. 
O filme é lotado com cenas que merecem destaque e momentos de tensão, não é nada como aqueles filmes que uma única cena salva o filme inteiro. Dias de um Futuro Esquecido faz as suas duas horas valerem a pena, com todos os seus atores dando o seu melhor, mesmo aqueles que pouco aparecem. Ah, e não esqueçam de esperar até o final dos créditos para a cena extra, que nos garante outro filme – que, depois desse final, eu mal posso esperar!

 

Crítica: Juntos e Misturados

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Título original: Blended
Duração: 1 hora e 57 minutos
Direção: Frank Coraci
Gênero: Comédia
Idioma original: Inglês americano
Sinopse: Jim (Adam Sandler) é um viúvo que tem um encontro às cegas desastroso com Lauren (Drew Barrymore), que se separou há pouco tempo devido à traição do marido. Depois do ocorrido, a última coisa que desejam é se reencontrar. Entretanto, quando Jen (Wendi McLendon-Covey), a sócia de Lauren, desiste de uma viagem à África com o namorado e seus cinco filhos, surge a oportunidade para que Lauren desfrute do passeio ao lado de Brendan (Braxton Beckham) e Tyler (Kyle Red Silverstein), seus filhos. O que ela não esperava era que o namorado de Jen também negociasse o pacote com Jim, um de seus funcionários. Ou seja, Jim e suas três filhas encontram Lauren e seus dois filhos em um resort de luxo na África, tendo que dividir as mesmas dependências durante uma semana.

Jim é um viúvo que não faz a menor ideia de como criar as três filhas meninas, principalmente a adolescente. Lauren é uma divorciada com mania que organização que cuida dos dois filhos sozinha, já que o pai é ausente. Esses dois vão a um encontro as cegas que culmina em desastre e faz um não querer olhar para a cara do outro nunca mais. O problema é que o destino parece fazer com que eles continuem se encontrando, e até indo para uma viagem para a África juntos.
Nessa viagem, tudo o que podia dar errado acontece. Mas aos poucos eles vão descobrindo que podem se ajudar, com Lauren ajudando em relação às meninas e Jim ajudando Lauren a não prender demais seus filhos e a se soltar. Assim, pouco a pouco a comédia crua vai se tornando uma comédia romântica até bonitinha.
Acho que não existe ninguém que não queira assistir a um filme estrelado por Adam Sandler e Drew Barrymore, mas a produção ainda conta com a participação de Terry Crews, que interpreta um cantor que aparece nas situações mais bizarras com seu grupo à tiracolo, garantindo momentos super engraçados – apesar de sem noção. 

Crítica: A Culpa é das Estrelas

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Título original: The Fault in our Stars
Duração: 2 horas e cinco minutos
Direção: Josh Boone
Gênero: Romance/Drama
Idioma original: Inglês Americano
Sinopse: Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.

Depois de muito tempo, consegui assistir A Culpa é das Estrelas. E foi exatamente o que eu imaginava, se não melhor. 
Hazel e Gus se conhecem em um grupo de apoio a jovens com câncer (ela luta contra o câncer de pulmão e ele perdeu a perna por conta do câncer). Decidido a viver a vida e deixar sua marca no mundo, Augustus desafia Hazel a sair com ele, e daí nasce uma grande amizade.
Dessa amizade, os sentimentos dos dois vão crescendo para algo a mais, mas quando Hazel sofre uma crise e vai parar no hospital, ela decide que não pode mais ver Gus – que não desiste dela, e ela acaba cedendo a serem apenas amigos novamente. 
Depois de ter apresentado a Augustus o seu livro favorito, Uma Aflição Imperial, ele contata o escritor para que eles possam saber o que acontece com os personagens do livro depois que ele acaba, o que rende uma viagem a Amsterdã. É nessa viagem que Hazel cede ao amor que sente por Gus. 
Apesar dos protagonistas batalharem contra a doença mais traiçoeira que existe, A Culpa é das Estrelas não conta uma história sobre câncer, mas sobre o amor, aquele primeiro amor que ultrapassa as piores barreiras, e sobre jovens que só querem viver e aproveitar a vida como qualquer um. 
É extremamente fiel ao livro, contendo todas as cenas que eu queria ver – inclusive as mensagens de texto trocadas entre os dois. Há quem diga que a adaptação é até melhor do que o livro, enquanto para mim o filme é tão bom quanto o livro.
Shailene Woodley e Ansel Elgort são perfeitos como os protagonistas e trouxeram magnificamente bem a essência dos personagens que imaginei lendo o romance de John Green (que, aliás, faz uma breve participação numa cena que foi cortada, mas eu assisti a versão extendida e ele foi ótimo haha). Ansel não poderia ter feito um melhor Gus (apesar de eu não ter gostado muito da escolha quando fiquei sabendo), e suas expressões faciais são as coisas mais fofas do mundo! Alguém já pode me dar um Ansel/Gus, por favor!
As partes mais descontraídas e engraçadas ficam por conta de Nat Wolff, que interpreta Isaac, amigo do casal que perde os olhos por conta do câncer e passa por momentos de grande revolta graças a sua namorada, que geram as cenas mais engraçadas do filme.
Apesar dos momentos cômicos de Isaac, o drama e o romance se sobrepõem. Com várias frases marcantes, como “aparentemente o mundo não é uma fábrica de realização de desejos” e “eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só”, o filme é daqueles que a gente só consegue assistir com uma caixa de lencinhos do lado. Ou duas. 

Crítica: Mulheres ao ataque

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Título original: The other woman
Duração: 1 hora e 49 minutos
Direção: Nick Cassavetes
Gênero: Comédia
Idioma original: Inglês americano
Sinopse: Quando Carly (Cameron Diaz) descobre que seu namorado, Mark (Nikolaj Coster-Waldau), é casado com outra mulher, Kate (Leslie Mann), as duas se unem contra ele em nome da vingança. Uma estranha amizade começa a nascer entre elas, mas a situação fica ainda pior quando elas descobrem que uma terceira mulher está envolvida, a jovem Amber (Kate Upton). Logo, a terceira pretendente se une ao grupo, para dar uma lição no marido infiel.

 

Carly parece levar a vida perfeita: é uma advogada bem sucedida e agora também tem um namorado perfeito, finalmente. Se não fosse por uma coisa: ele é casado e ela descobre por acidente.
Desesperada, Kate, a esposa, começa a ir atrás de Carly e daí nasce uma amizade surpreendente. E essa amizade cresce ainda mais quando, procurando vingança, elas descobrem que existe mais uma amante: Amber, jovem, com um corpo escultural e totalmente ingênua. 
Juntas, as três preparam uma vingança típica desses filmes de comédia femininos, com direito a creme de depilação no lugar do xampu e hormônios femininos misturados no suco do canalha. 
Apesar do fundo de vingança, para mim o foco é a amizade imprevisível entre Kate, a esposa solitária e que vive em função do marido, e Carly, a mulher bem sucedida que não conseguia parar um cara só – Amber, a terceira amante, é engraçadinha e completa o trio previsível (a esposa, a mulher um pouco mais nova e outra mais nova ainda), mas seu papel ali é esse, cobrir um “buraco” e aumentar o nível de canalhice de Mark.
As protagonistas fazem um ótimo trabalho e, mesmo o filme sendo engraçado o suficiente para fazer valer a pena, se eu tivesse que citar apenas uma coisa (ou uma pessoa) para convencê-lo a assistir Mulheres ao Ataque seria Leslie Mann, que está simplesmente brilhante como Kate. 
O final “levemente” exagerado é engraçado a comédia completa o ciclo mostrando o que acontece com as protagonistas depois do plano maléfico ter terminado.