Crítica: Cinquenta Tons de Cinza +18

Título original: Fifty Shades of Grey
Duração: 2 horas e 5 minutos
Direção: Sam Taylor-Johnson
Gênero: Drama/Romance
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

E chegamos à estréia de uma das adaptações mais esperados do ano! Êêê! Com tanta expectativa em cima do filme e tantas críticas negativas (que já rolavam mesmo antes mesmo de ser lançado, aliás), chegou a hora de eu dar a minha opinião de fã. Ah, antes de começar, já vou avisando que contém SPOILERS! Então se você não quiser estragar a surpresa, não continue a ler. 😉
O filme começa com as perspectivas de ambos os personagens principais antes do tal primeiro encontro. Anastasia se prepara para entrevistar o misterioso Christian Grey no lugar de sua melhor amiga Kate, que estava gripada. A primeira visão de Christian é: Ana caindo de cara no seu escritório – a primeira cena que eu estava louca para passarem do livro para as telonas! No começo o empresário se mostra relutante, mas aos poucos se rende aos encantos da mocinha e quer conhecê-la melhor – e vice versa, claro, porque a nossa Ana de boba não tem nada.
Christian então começa a tentar conquistar Anastasia, para que ela concorde em assinar o contrato que estabelece as regras entre um Dominador e uma Submissa, que logo se apaixona. Apesar de Grey insistir em não ser o cara certo para ela e que romance não é com ele, trata Ana diferente e tem várias “primeira vez” com ela, até que a moça concorda em tentar do jeito dele, mesmo sem ter assinado o tal contrato.
Anastasia tenta contornar algumas das regras de Christian, tentando entendê-lo melhor, já que ela se encontra dividida entre o grande amor e seus gostos singulares, porém ele se mantém fechado. Até que, para tomar a decisão final, Ana pede para que Christian lhe dê o seu pior, para que ela saiba no que estava entrando. E é aí que tudo desmorona.
Achei o filme bastante fiel ao livro, apesar de ser claramente resumido e extremamente menos explícito, por motivos óbvios. Não posso dizer que não faltaram algumas cenas do livro (as que eu me lembro, já que faz um tempinho que li), mas como eles levaram o filme para um lado mais romântico do que erótico, é compreensível.
As cenas de sexo não foram nem um terço tão fortes como são no livro. Não houve nada apelativo, como andei ouvindo/lendo por aí. Houveram bem menos dessas cenas do que no livro, e, ao meu ver, tudo bem discreto e rápido até – e se houve mesmo alguma cena de 20 minutos (já que, hey, quem ficou contando?), foi tão discreta que nem se percebe. Há nudez? Claro. Não mais do que qualquer cena de sexo de outros filmes por aí e que ninguém faz um escândalo sobre.
Preciso dizer que Dakota Johnson brilha mais do que o tão comentado Jamie Dornan. Ela traz alegria e luz ao filme, fazendo uma Anastasia espirituosa e que acha graça de quase tudo – até certo ponto, claro. Um bom equilíbrio com o Christian de Dornan, fechado e misterioso, com breves momentos em que a fachada cai e entra um lado mais passional, emotivo.
No geral, Cinquenta Tons traz a dose certa de romance, drama, até uma leve comédia, com um pouquinho a mais de sensualidade na receita, claro. Para quem conhece a história, fica a expectativa para ver a evolução da interpretação de Jamie como Christian, já que o personagem vem mudando drasticamente a cada livro, mostrando diferentes facetas. Mas é claro que todos ficaremos aguardando os próximos filmes para vermos o que acontecerá entre Christian e Ana depois desse final emocionante. Que venha Cinquenta Tons Mais Escuros!

Resenha: Cinquenta Tons de Cinza +18

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Título original: Fifty Shades of Grey
Autor: E.L. James
Editora: Intrínseca
Páginas: 455
Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seu próprios termos…
Resenha: O primeiro livro da trilogia Cinquenta Tons conta a história de Anastasia “Ana” Steele, que precisa cobrir para a melhor amiga, Kate, uma entrevista com o solteiro mais cobiçado de Seattle, o misterioso, controlador e lindo empresário Christian Grey. Ana se sente atraída pelo jeito e pela beleza do Sr. Grey, e o sentimento é recíproco.
Mesmo morando em Portland e ele em Seattle, Christian parece sempre estar por perto e pronto para salvar a sua donzela em perigo não importa a hora. E conforme a relação dos dois cresce, finalmente um dos segredos do Sr. Grey vem à tona.
O negócio é o seguinte: para que realmente haja uma relação entre os dois, Ana precisa assinar toneladas e toneladas de documentos. Por que? Ora, simplesmente porque Christian Grey é adepto ao BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo – obrigada, Google!). E Ana ainda é virgem! É, isso aí. Então ela tem que assinar documentos de confidencialidade e de permissão. Tudo levanto em conta os tais “limites rígidos” de cada um, claro. Entenderam agora o motivo desse livro ser considerado para maiores de dezoito?
Apesar disso tudo, as cenas picantes do livro não são todas sadomasoquistas. São até bem poucas e isso me surpreendeu muito, já que eu comecei a ler achando que não fosse nem terminar o livro. Claro que tudo era sempre detalhadamente descrito e acho que poderia muito bem servir de manual para iniciantes em BDSM, já que consta no livro até o contrato de Christian, que Ana lê de cabo a rabo (uma parte bem chata, aliás).
Eu, como fã de Crepúsculo assumida, vi muito da saga nesse livro – o lado protetor e misterioso dele, a adoração dela com ele, o carro velho dela, várias coisinhas.
Uma coisa me fez rir, mas depois de um tempo começou a me irritar um pouco, era a menção da “deusa interior” de Ana a todo momento, fogosa e com os hormônios à flor da pele. Como Ana era virgem e depois encontrou um cara que era praticamente um deus grego, qualquer coisinha era motivos para “passos de balé” para a tal deusa interior.
Achei que Cinquenta Tons é na verdade mais um romance do que um livro erótico, ao contrário do que eu pensava ao ver o tamanho do burburinho em relação ao livro. A história por trás é mais complexa do que qualquer coisa que eu imaginava – já que eu imaginava não existir praticamente história nenhuma, apenas “deixas” para algumas cenas – e o livro termina com ainda muitos segredos do Sr. Grey para serem revelados.
A boa notícia para quem gostou no livro – como eu – é que vai ter um filme! A adaptação já está sendo filmada, com Jamie Dornam interpretando Christian Grey (achei ótimo, bem parecido com o que eu imaginava!) e Dakota Johnson como Anastasia Steele (até bem parecida com o que eu imaginava também!). O filme tem data de estreia para o dia 14 de fevereiro de 2015! Laters, baby 😉