Crítica: Pássaro Branco na Nevasca

Título original: White bird in a blizzard
Duração: 1 hora e 31 minutos
Direção: Gregg Araki
Gênero: Drama/Suspense
Idioma original: Inglês americano
Sinopse: Eve Connors (Eva Green), mãe de Katrina (Shailene Woodley) abandona a família, deixando todos em estado de choque. Kat e seu pai tentam colocar a vida em dia, mas logo a jovem começa a ter sonhos perturbadores. Aos poucos, ela irá perceber que há uma verdade terrível por trás do desaparecimento da mãe.

Eve Connors era uma linda mulher que parecia ter tudo resolvido. Mas depois que ela se casa e tem Kat, sua filha, ela parece estar sempre amargurada, descontando em sua família. Até que um dia ela desaparece, sem deixar rastros.
Kat e seu pai tentam encontrá-la com a polícia, mas como nada parece ter resultado, eles seguem com a sua vida. Porém, sonhos perturbadores com a sua mãe não deixar de aterrorizar Kat durante a noite.
Shailene Woodley me surpreendeu nesse filme. Acho que não só eu, mas todos nós que seguimos os filmes atuais de Shailene, estávamos acostumados com a ingenuidade de suas personagens. Mas nesse filme, ela aparece como Kat, uma menina sensual e meio revoltada, nos surpreendendo com a intensidade que coloca na personagem – e com as cenas em que deixa seus seios a mostra também.
Pássaro Branco na Nevasca parece um suspense elaboradíssimo de acordo com o trailer e o início do próprio filme, mas depois começa a ficar previsível até jogarem todas as informações em cima do espectador no finalzinho do filme. Como vi – e esperava – que o filme tivesse uma reviravolta surpreendente e tudo o que mais que se espera de um bom filme de suspense, fiquei um pouco desapontada com a forma que a história se desenrolou no final, mas garanto que o motivo do desaparecimento de Eve Connors ainda vai deixá-lo surpreso.

Anúncios

Crítica: The Calling

Direção: Jason Stone
Duração: 1 hora e 48 minutos
Gênero: Suspense
Idioma original: Inglês americano
Sinopse: Um dia, a pacata cidade de Port Dundas é assombrada por um assassinato brutal. Outros crimes passam a acontecer, levando a crer na existência de um assassino em série. A detetive Hazel Micallef é encarregada de investigar o caso, suspeitando que o criminoso esteja escolhendo as suas vítimas de acordo com um chamado religioso.

Contada pelo ponto de vista da detetive Hazel, que sofre de um grave problema na coluna, The Calling fala sobre uma série de assassinatos que começam a ocorrer na cidadezinha de Port Dundas, que nunca acontece nada. As vítimas sempre são manipuladas após a morte, sempre com a boca em alguma posição entranha.
Durante as investigações, Hazel e seus parceiros descobrem que assassinatos como esse vem ocorrendo por todo o país, como se o assassino estivesse cruzando-o. Eles também descobrem que todas as vítimas possuíam algum tipo de doença terminal.
Até que ao deixar uma menina de 12 anos viver, ele faz com que a polícia descubra que o tal assassino parece pensar que o que ele está fazendo faz parte de um plano superior, como um chamado religioso, que pessoas costumavam acreditar há muito tempo atrás.
The Calling é um ótimo suspense psicológico, que te faz pensar em como as pessoas podem fazer coisas absurdas se pensarem ser por uma boa causa. Susan Sarandon não deixa a desejar como a protagonista e todo o roteiro te deixa com os olhos grudados na tela para saber o que acontece a seguir, nos surpreendendo até o último segundo. Recomendo!

Resenha: Um Porto Seguro – Nicholas Sparks

Título original: Safe Heaven
Autor: Nicholas Sparks
Número de páginas: 414
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas… e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.

Desde que assisti ao filme, morria de vontade de ler esse livro. Depois de Diário de uma Paixão, Um Porto Seguro virou um dos meus filmes favoritos – pelo menos do Nicholas Sparks – e queria ver se o livro era a altura e… é melhor.
Katie chega em Southport, uma cidadezinha minúscula na Carolina do Norte, em busca de uma vida pacata e discreta. Apesar de querer sempre sumir no vento, cria uma amizade com Alex, o viúvo pai de um casal e dono da loja de conveniência que Katie frequenta, e Jo, a vizinha inesperada que se mostra extremamente aberta em relação à Katie.
Katie aos poucos passa a perceber que aquela cidadezinha a traz confiança e a faz se sentir segura, coisas que não sentia há muito tempo. Isso acontece principalmente por causa de Alex, que se mostra ser um tipo de homem muito diferente do qual ela estava acostumada – o motivo secreto de Katie ter ido para Southport de Boston.
Em relação ao filme, gostei muito mais por trazer muito mais detalhes da vida de Katie antes dela ter chegado à Carolina do Norte e traz um tipo de suspense muito bom, que até deixa um clima pesado no meio de um livro que todos esperam ser um romance típico (confesso que depois de ter lido, associava qualquer coisa à história de Katie e me lembrava do livro. E confesso que ainda estou fazendo isso de vez em quando). Claro que alguns detalhes entre os dois são diferentes, como a cor do cabelo dela, o nome da filha de Alex e outras coisinhas, mas nada gritante que interfira seriamente na história, como eu achei que fizeram com Querido John.
O que eu mais gostei desse livro, além do óbvio romance e o toque relacionado ao espiritismo (adoro), as partes que mais me chamaram a atenção foram as narrativas focadas em Kevin (acho que se eu explicar quem é esse seria um spoiler, então vocês terão que ler para saber :3). Ler sobre o modo como ele pensa e analisar sua personalidade prende a atenção do leitor, seja ele quem for, tenho certeza.
Então se você gosta de romance e suspense, vai gostar desse livro. Se você é fã do Nicholas Sparks, esse livro vai entrar para a tua lista de favoritos. E se você assistiu ao filme e gostou, vai se apaixonar pelo livro, como eu. Ou seja, não tenho contra indicação hehe. Sinceramente, acho que não confio muito em quem não gostou de Um Porto Seguro. Tipo gente que não gosta de cachorro. 😛

Crítica: Anna

 

Título original: Mindscape
Direção: Jorge Dorado
Duração: 1 hora e 30 minutos
Gênero: Suspense
Idioma original: Inglês
Sinopse: Um homem com a capacidade de acessar as memórias das pessoas assume o caso de uma adolescente brilhante e perturbada, determinado a descobrir se ela é uma sociopata ou uma vítima de trauma.

A história gira em torno de John, um homem que tem um dom e trabalha acessando as memórias das pessoas, que assume o caso de uma menina, Anna, com a função apenas de fazê-la quebrar a greve de fome. Porém, ao conviver com Anna, John se vê determinado a descobrir a causa de Anna ser do jeito que ela é – astuta e perigosa.
John começa a lutar contra o dilema de Anna ser uma sociopata ou apenas vítima de um trauma de infância. De qualquer jeito, Anna percebe que John tem seus próprios problemas que ainda precisam ser resolvidos e enxerga nisso uma brecha para lutar contra John “invadindo” suas memórias, manipulando-o de dentro de sua própria mente.
O filme é um daqueles suspenses cheios de reviravoltas, que te faz querer ficar com o nariz grudado à tela do começo ao fim para conseguir decifrar todos os mistérios que aparecem. Ele te faz entrar na pele dos personagens e viver a história com tanta intensidade quanto eles. A história ainda deixa alguns pequenos espaços em branco para o espectador completar com a sua imaginação. Eu adoro um bom suspense, e esse definitivamente é um deles.

Crítica: A verdade sobre Emanuel

Título original: The Truth about Emanuel
Duração: 1 hora e 35 minutos
Direção: Francesca Gregorini
Gênero: Drama/Suspense
Idioma original: Inglês
Sinopse: Linda (Jessica Biel) se mudou há pouco tempo e logo contratou Emanuel (Kaya Scodelario), uma jovem de 17 anos, para cuidar de seu filho. O problema é que a criança não existe, já que morreu tempos atrás. Sem aceitar o ocorrido, Linda segue cuidando de uma boneca como se ela fosse seu filho verdadeiro.

 

A Verdade sobre Emanuel (aparentemente sem data de estréia aqui no Brasil) conta a história de Emanuel, uma menina meio problemática que vive com o pai e a recente madrasta – sua mãe faleceu durante o parto. Ela se oferece como babá para a vizinha que se mudou recentemente e comentou com a madrasta de Emanuel que estava a procura de uma babá para sua neném, Chloe.
Em seu primeiro dia de trabalho, Emanuel descobre que Chloe é na verdade uma boneca que Linda, sua vizinha, trata como se fosse sua filha de verdade, dando banho, comida e chega até a ouvi-la chorar.
A garota segue então acobertando Linda, com quem ela cria um laço maternal, também cuidando da boneca como se ela fosse um bebê de verdade para não magoar a vizinha.
O filme tem alguns momentos bem tensos e agoniantes, mas também pode ser bem confuso em outros, com algumas cenas que podem ser subentendidas ou parecer até sem sentido.
No geral achei um bom filme, com uma história bem interessante e até peculiar. Valeu a pena!

Crítica: Resgate em alta velocidade

Imagem

Título original: Getaway
Lançamento: 2013
Duração: 1 hora e 29 minutos
Direção: Courtney Solomon
Gênero: Ação/Suspense
Idioma original: Inglês
Sinopse: Brent Magna (Ethan Hawke) recebe uma ingrata missão. Ele deve assumir o volante de um carro e seguir as ordens de um homem misterioso responsável pelo sequestro de sua esposa. Em meio a tudo isso, Brent ainda conhece uma jovem garota (Selena Gomez).

Para quem achava que o filme que ia fazer Selena Gomez perder a imagem de boa moça era Spring Breakers, pense de novo. Enquanto no outro filme a personagem de Selena ia embora por não querer se envolver com os negócios de Alien, que envolviam armas e outras coisinhas, e ser devota a Deus, sua personagem neste filme já aparece armada em sua primeira cena.
Mas vamos do começo. Brent Magna costumava ser piloto de corridas, mas se aposentou pela sua amada esposa. Até que um dia ela é sequestrada por um homem misterioso, que começa a dar comandos por telefone a Brent. Ele o manda a uma garagem onde se encontra um carro potente, blindado e lotado de câmeras. A voz misteriosa ordena Brent a entrar no carro e fazer tudo o que ele mandar ou ele matará sua esposa.
As ordens envolvem fugir da polícia a qualquer custo e entrar em lugares abertos e lotados de gente, como parques ou pista de gelo, com o carro a toda velocidade. Em uma das paradas, uma garota aborda Brent com uma arma na mão e tenta fazer com que ele saia do carro. A voz diz a Brent ficar com a garota, pois ele pode precisar dela. Aí ele descobre que na verdade o carro era da garota e que tudo estava meticulosamente orquestrado.
Apesar de ter gostado bastante do filme, por ser tudo muito rápido e angustiante (adoro suspenses), o final deixa a desejar. Me deixou com a impressão de que eles queriam que o filme todo prendesse a nossa atenção e que trabalharam tanto para que tudo desse certo nas cenas do carro em alta velocidade, que se esqueceram do final.
E, como já disse, Selena Gomez se revela nesse filme! Apesar de ser do lado dos mocinhos, ameaça a atirar num cara e xinga quase o filme todo. E alguém ainda duvidava que os dias de princesa da Disney tinham ficado para trás?